SÃO PAULO - As empresas MMX e LLX, controladas pelo grupo EBX, do empresário Eike Batista, detalharam hoje, em Fato Relevante, algumas das características do que classificam como uma "potencial parceria comercial e estratégica com a chinesa Wuhan Iron and Steel Co. (Wisco)".
Ontem, na China, o empresário Eike Batista havia dito que a empresa chinesa Wuhan vai investir US$ 4 bilhões em sua unidade de mineração. Esse valor representa o maior investimento já feito pelos chineses no Brasil.
Conforme o documento oficial divulgado hoje, a parceria com a chinesa envolve: a construção de uma siderúrgica integrada no distrito industrial do Porto do Acu, com capacidade instalada estimada em 5 milhões de toneladas por ano; contrato de longo prazo com preço definido pelo sistema benchmark, pelo qual a Wisco poderá "retirar praticamente a totalidade da capacidade de exportação da MMX Sudeste", subsidiária da MMX; a confirmação do acordo de longo prazo que prevê que a MMX Sudeste poderá usar "praticamente toda a capacidade" do porto da LLX Sudeste; a aquisição, por parte da Wisco, de uma participação acionária na MMX ou na MMX Sudeste; e o fornecimento de aço, pela Wisco, à BEX (Brasil Estaleiros), empresa do grupo EBX com foco na construção de navios e plataformas off-shore.
Ainda no comunicado, a MMX e a LLX esclarecem que foi assinado apenas um memorando de entendimentos com a empresa chinesa, que não é vinculante, nem exclusivo.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
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