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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Petrobras confirma potencial projetado em Tupi

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR4, PETR3) reforçou nesta quinta-feira (4) as estimativas de que o potencial nos reservatórios do pré-sal seja mesmo de 5 a 8 bilhões de barris de óleo leve e gás natural recuperável.

Segundo comunicado, a reafirmação da produção projetada foi feita logo após a perfuração de um novo poço na área de Tupi ter apresentado óleo semelhante ao poço pioneiro, "o que reforça as estimativas iniciais para a área".

O novo poço, informalmente chamado de Iracema, está localizado na área do Plano de Avaliação de Tupi, em lâmina d'água de 2,21 mil metros e a cerca de 250 km da costa do Rio de Janeiro. Ele ainda encontra-se em processo de perfuração, "na busca de objetivos mais profundos", informa a companhia.

Foi o terceiro poço encontrado na região, na qual as operações tiveram início no dia 30 de abril deste ano.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Nova estatal poderá fortalecer Petrobras, afirma Credit Suisse

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RIO DE JANEIRO - A criação de uma nova companhia estatal destinada a administrar as reservas gigantes da camada do pré-sal - que vem sendo chamada no mercado de "Petrosal" - pode fortalecer a Petrobras no futuro, segundo aponta relatório divulgado ontem por analistas do Credit Suisse.

Com o título "Desmistificando a controvérsia do pré-sal", o relatório destaca que, se o Brasil adotar modelo semelhante ao da Noruega, a nova estatal funcionaria como uma agência para gerenciar os contratos das empresas petrolíferas.

"Neste esquema, é evidente que a Petrobras, como principal operadora no Brasil, teria um papel importante e mesmo assim não iria competir com a 'Petrosal'", diz o relatório.

A dúvida, para os analistas do banco, diz respeito à forma como este operador iria ser escolhido: se de maneira clara e transparente, com todas as empresas concorrendo com a oportunidade, ou se por escolha discricionária, na qual a Petrobras acabaria por ser o parceiro preferencial.

"Em qualquer caso, o governo precisará de capital e de know-how dos operadores [seja a Petrobras ou qualquer outra empresa] para desenvolver as áreas", aponta o documento, lembrando que o processo de escolha da empresa parceira por parte do governo poderá determinar o interesse futuro das empresas por áreas exploratórias no Brasil.

"Em última instância, o que irá determinar este interesse é o retorno econômico futuro destas áreas e não o tipo de contrato. No entanto, alterar o quadro regulamentar envia um mau sinal de instabilidade, cria incerteza para os jogadores e, em última instância resulta em menor disponibilidade de capital para o País. A conseqüência é que as empresas podem exigir taxas de retorno extraordinárias, forçando o governo a desistir de uma maior cota no pré-sal", diz o relatório, afirmando que uma decisão ainda menos favorável para as empresas petrolíferas é melhor do que a atual incerteza.

"Com base nesta discussão, nós acreditamos em última instância que 'Petrosal' não é uma ameaça para a Petrobras, ou para qualquer operador do petróleo no Brasil, contanto que trate de áreas não licenciadas e supondo que ela terá como parceira outros operadores", ressalta o texto.

Ainda segundo os analistas do Credit Suisse, os principais focos que os investidores têm que ter em mente hoje para tentar decifrar o que esperar do futuro da Petrobras são: em primeiro lugar, saber se a tributação (participação especial) vai mudar também para a atual produção; em segundo, saber se aumentará a participação especial sobre os blocos exploratórios já em concessão; e em terceiro, qual será a participação do governo no processo de unitização do cluster de Tupi.

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Tupi inicia a produção através do poço 1-RJS-646

Rio de Janeiro, 30 de abril de 2009 – PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS, [Bovespa: PETR3/PETR4, NYSE: PBR/PBRA, Latibex: XPBR/XPBRA, BCBA: APBR/APBRA], uma companhia brasileira de energia com atuação internacional, comunica que iniciará amanhã (1º de maio) a produção na camada Pré-Sal da Bacia de Santos, por meio do Teste de Longa Duração de Tupi (TLD), no Bloco BM-S-11, operado pela Petrobras (65%) em parceria com a britânica BG Group (25%) e Galp Energia (10%).

O TLD de Tupi iniciou a produção através do poço 1-RJS-646 em uma lâmina d água de 2.140 metros que foi interligado ao FPSO BW Cidade de São Vicente com capacidade de produzir até 30.000 barris de óleo por dia.

O teste, que terá a duração de 15 meses, tem como objetivo recolher informações técnicas para o desenvolvimento dos reservatórios do pré-sal, tais como: o comportamento dos reservatórios em produção de longo prazo; a movimentação ou drenagem de fluídos durante a produção; o escoamento submarino; estudos para a melhor geometria dos poços definitivos, que poderão ser verticais, horizontais e/ou desviados.

Com o início do TLD de Tupi a Petrobras inaugura o desenvolvimento de uma nova fronteira exploratória, constituída por reservatórios de petróleo em rochas carbonáticas do tipo microbiais (originadas de micro-organismos fossilizados há milhões de anos), localizados a cerca de cinco mil metros de profundidade a partir do leito marinho e sob lâmina d’água de mais de dois mil metros. Um desafio tecnológico inédito, não só por exigir a construção de poços que atravessarão cerca de dois mil metros de sal, como também reservatórios formados por rochas ainda pouco conhecidas na indústria. Além disso, são jazidas localizadas a grande distância da costa. Isso exigirá novo e complexo modelo logístico para transporte de pessoas e equipamentos, assim como para armazenamento e escoamento da produção.

O FPSO instalado para o TLD estará ligado a dois poços. Os primeiros nove meses serão para testar o poço 1-RJS 646, enquanto os seis meses restantes serão para testar o segundo poço 9-RJS 660.

Após a finalização do TLD, entrará em operação o Projeto-Piloto de Tupi, que terá capacidade para produzir e processar diariamente 100 mil barris de óleo e 4 milhões de metros cúbicos de gás. O primeiro módulo definitivo do projeto de desenvolvimento da área poderá ser uma extensão do projeto-piloto.

A área de Tupi, que acumula óleo de médio a leve de boa qualidade (28º API), é o ponto de partida para que se conheça melhor o pré-sal. Ela subsidiará o corpo técnico da Petrobras para os futuros projetos de desenvolvimento da produção dessa gigantesca província, descoberta depois que, em 2003, a Petrobras diversificou seus trabalhos exploratórios em mar para Norte e Sul do núcleo central da Bacia de Campos.

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